Empresas familiares e conselho de família: 12 questões para tirar suas dúvidas

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Criar ou não um conselho de família? Qual o momento certo de começar? Qual o seu papel para a empresa familiar? As coordenadoras do Conselheiro F respondem.

Helena Jatobá Brennand, presidente do Conselho de Família do Grupo Cornélio Brennand; Mariana Moura, presidente do Conselho de Família do Grupo Baterias Moura; e Elane Cabral, consultora e sócia da Escola F, junto com Mariana, podem te ajudar com essas e muitas outras questões.

Confira:

Como identificar se preciso de um conselho de família? 

Há questões da sua família empresária que são discutidas dentro da empresa, mas você gostaria que fossem conversadas no âmbito da família e não se tornassem públicas? Se a sua resposta é sim, está na hora de você construir um modelo de governança familiar. A mesma ideia vale para situações em que você gostaria de se divertir com seus irmãos, mas acabam só falando dos negócios, porque não encontram um momento adequado para tratar do assunto. Há também as situações em que os familiares se falam em particular, e, muitas vezes, outros membros da família não são informados sobre decisões que envolvem família e empresa, por exemplo.

Essas questões costumam gerar algum desconforto e causam a impressão de que nada consegue ser completamente resolvido. Resumindo: Se a empresa ocupa muito espaço dentro de casa ou se a família toma muito tempo dos negócios, é hora de estabelecer um fórum específico para tratar da relação entre família e empresa.

Qual o momento certo para criar um conselho de família? 

Não existe uma fórmula pronta, mas, a partir da segunda geração, com a possibilidade de haver mais sócios e mais pessoas com poder de voto em relação ao patrimônio, mesmo que não estejam engajados na gestão direta, é o momento de preparar a governança familiar. Pode-se começar aos poucos. O importante é tomar uma atitude na direção da governança. Esse é um dos pontos do curso Conselheiro F.

Quem pode fazer parte de um conselho de família?

Membros do grupo familiar, sejam apenas membros sanguíneos ou também os cônjuges. Essa é uma decisão de cada família.

De quantas pessoas eu preciso no conselho de família?  

A partir de três ou quatro pessoas, já se pode criar um conselho. Há uma falsa impressão de que é preciso formar um enorme comitê para que exista conselho, mas isso é um mito.

Quem devem ser os representantes? 

É a família que vai escolher. Em alguns casos, opta-se por definir um representante por ramo familiar, quando o grupo é muito numeroso, ou está disperso geograficamente, por exemplo. Em outros casos, toda a família se reúne para eleger os membros de uma determinada gestão do conselho, sem ordens preestabelecidas. Critérios como idade ou número de integrantes de cada geração, por exemplo, às vezes são considerados.

Tem que ter a mesma formatação?

Não. É importante que exista uma instância organizada, para a qual as pessoas possam se dirigir, para tratar das questões que ficam na interseção entre a família e a empresa, que não são propriamente do empreendimento, mas interferem nos negócios. Os possíveis modelos de conselho de família são tratados no curso Conselheiro F.

Quais são as regras do conselho? 

A governança familiar existe para construir as regras, e aprender a negociá-las faz parte do trabalho. No curso Conselheiro F, ao trocar experiências com outras famílias, é possível perceber que cada família empresária tem necessidades diferentes. Saber quais são as questões que importam para um grupo específico é fundamental para estabelecer as normas que vão orientar aquela família. Uma diretriz importante para um grupo pode não fazer sentido para outra empresa familiar.

Quanto tempo dura um conselho de família?

O trabalho da governança é permanente. Muitas vezes, as regras que foram pactuadas num determinado momento perdem sua utilidade, e outros acordos precisam ser firmados. É interessante, entretanto, que haja um tempo definido para cada gestão do conselho.

O conselho de família promove festas e encontros familiares?

Esse é apenas um dos seus papéis. Zelar pela união da família é um dos papéis da governança. O propósito é transmitir os valores do grupo familiar e o legado do seu fundador às novas gerações. Encontros fora de ambientes formais podem ser espaços muito interessantes para a construção do sentimento de pertencimento.

Como lidar com conflitos? 

Se existisse um manual para resolver problemas de maneira eficaz, os conselhos de família não seriam necessários. Eles existem justamente para nos ajudar a lidar com as divergências. Essa questão está bem marcada no curso Conselheiro F. Quando você trata de um conflito, está no caminho certo para chegar a uma solução. Quando você coloca as coisas para debaixo do tapete, aquele problema vai aparecer em algum lugar, e pode ganhar contornos muito maiores e mais profundos, do que se tivesse sido trabalhado desde o início.

Conselho de Família pode trazer problemas? 

É o contrário. Os problemas não nascem no conselho, mas podem ser identificados e resolvidos no conselho, se atitudes forem tomadas. Caso contrário, eles vão eclodir em algum lugar. Seja no âmbito da família, do negócio, ou do patrimônio.

Sobre o curso 

No Conselheiro F, os participantes têm a oportunidade de construir a sua própria jornada de conhecimento e reflexão em busca de um conselho de família que atenda às necessidades do seu grupo familiar. Não vamos ensinar a criar uma governança igual à da família A ou B; mas a dialogar com a sua família em busca de estruturar o conselho nos seus próprios moldes.

Escola F

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