Decidir se os membros da família podem ou não contar com o plano de saúde da empresa. Determinar qual a formação mínima exigida por um herdeiro para que ele possa ser CEO de um dos negócios. Na primeira geração de uma empresa familiar, essas definições são razoavelmente simples de serem estabelecidas. A partir da segunda ou terceira geração, com a entrada de irmãos e primos no empreendimento, a situação ganha contornos mais complexos, que podem provocar conflitos, e até rompimentos, se não forem observados adequadamente. Então, para organizar a relação entre a família e a empresa, é instituído o conselho de família. 

“Antes da criação do nosso conselho de família, todas as regras eram só faladas, comunicadas de um para outro. Não existia nada escrito. Mas, a partir da terceira geração, se as normas não forem registradas, muita coisa pode ser perdida”, explica Helena Jatobá Brennand, presidente do Conselho de Família do Grupo Cornélio Brennand, membro da quarta geração, e uma das coordenadoras do curso Conselheiro F “” oferecido pela Escola F, com inscrições abertas. 

Para ela, a existência de um conselho é uma fonte de segurança tanto para a família quanto para os negócios. “É nessa instância que se criam e revisitam as regras. Quando uma questão é discutida por todos, e as mesmas orientações valem igualmente, deixa de existir aquela sensação de que um membro da família teve prioridade sobre o outro”, destaca. Sobre os ajustes que precisam ser feitos, Helena cita como exemplo o programa de formação e desenvolvimento que foi criado para os herdeiros: “Vimos que a quarta geração se tornaria uma copia da terceira. E embora eles tenham desenhado e seguido um modelo de sucesso, esse modelo não necessariamente seria adequado para a nova geração, por isso mudamos o programa”.

A presidente do Conselho de Família do Grupo Cornélio Brennand também pontua que é exatamente no exercício de trabalhar os aspectos que geram desconforto, em vez de permitir que eles atuem de forma silenciosa, que a governança familiar fortalece os laços e mantém a família mais unida. “Temos uma instância de discussão que nos permite pensar sobre as mudanças que devem ser feitas no direcionamento da família para que seja possível continuar perpetuando o legado e os valores do seu fundador, passando de geração a geração”, sintetiza.

Essa visão de que a governança familiar atua para a prosperidade do futuro dos negócios é compartilhada por Mariana Moura, presidente do Conselho de Família do Grupo Baterias Moura, membro da terceira geração e uma das sócias da Escola F. “Quem está imerso na gestão corporativa, no dia a dia, nem sempre consegue enxergar o momento em que um negócio precisa se reinventar em nome da sua própria perenidade, principalmente quando está tudo bem”, observa Mariana, que também é coordenadora do Conselheiro F

Para ela, é essencial que o conselho de família seja voltado para o empreendimento, porque são os proprietários que terão que tomar as decisões relativas à continuação da empresa. “Mesmo sem estar diretamente na gestão, as pessoas precisam conhecer a empresa, saber o que ela faz, como faz, quais são seus propósitos. É preciso se apropriar das questões para opinar e contribuir. O conselho aproxima os dois lados, pois cria um senso de corresponsabilidade e de engajamento”, descreve. 

A presidente do Conselho de Família do Grupo Baterias Moura acredita que a transparência e a comunicação são pontos-chave para que o trabalho seja bem sucedido. “Não é apenas uma questão de informação, mas de comunicação. É preciso haver diálogo. Uma das funções da governança familiar é dar voz à família, para que seus valores e decisões estejam dentro do negócio”, explica Mariana, que é autora do livro Supergovernança: Um olhar ampliado sobre os desafios das empresas familiares

Mariana ainda destaca que conectar os familiares que não estão dentro do negócio à gestão da empresa ajuda a reduzir conflitos e dissipar desconfianças, de ambos os lados. “Quem está no comando da operação às vezes sente a presença da família como interferência ou cobrança. O estabelecimento de regras conhecidas por todos, mesmo quando há algum desconforto, também dá respaldo para a gestão”, detalha. 

Tratar das questões que envolvem a formação de um conselho de família, suas pactuações e procedimentos fazem parte do curso Conselheiro F. Temas como regras de relacionamento família-empresa, formação de novas gerações e desenvolvimento de lideranças facilitadoras, abordados no programa, dão o suporte que as famílias empresárias precisam para refletir sobre a criação de um conselho que atenda às suas necessidades, observando as questões que são importantes para a governança daquela família especificamente. “Não existe uma fórmula única de conselho de família. Existem métodos de formatação de um conselho capaz de servir a um certo grupo, é disso que tratamos no curso”, explica Elane Cabral, sócia da Escola F e também coordenadora do curso.

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Escola F

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